sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Augusto Boal, o caro amigo


Augusto Boal, o caro amigo

Por: Thiago Domenici

Publicado em 05/05/2009

Augusto Boal dizia que “só os oprimidos iriam libertar os oprimidos”. E criava com seu trabalho condições práticas para que o público se apropriasse dos meios de produzir teatro, ampliando suas possibilidades de expressão e de transformação social. “O mais difícil é mostrar o que todo mundo já olhou, mas não viu”, disse sobre a sua criação, o Teatro do Oprimido, estética que se tornou referência em mais de 70 países. No Teatro de Arena, em São Paulo, dirigiu Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, uma das primeiras manifestações de resistência ao golpe de 1964. No final daquela década foi preso e torturado. No exílio, em Lisboa, Chico Buarque dedicou-lhe uma carta em forma de música, o choro Meu Caro Amigo, gravado em 1976.

A convite de Darcy Ribeiro, em 1986, Boal dirigiu a Fábrica de Teatro Popular, no Rio de Janeiro, e criou o Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio). “As sociedades se movem pelo confronto de forças, não pelo bom senso e justiça. Temos de avançar e, a cada avanço, avançar mais, na tentativa de humanizar a Humanidade. Não existe porto seguro neste mundo, porque todos os portos estão em alto-mar e o nosso navio tem leme, não tem âncoras. Navegar é preciso, e viver ainda mais preciso é, porque navegar é viver, viver é navegar!”, disse o dramaturgo, no Fórum Social Mundial de Belém, semanas antes de ser eleito embaixador da Unesco para o Teatro. Em 2008 foi indicado ao Nobel da Paz. Vítima de leucemia, Augusto Boal morreu no último dia 2 de maio, aos 78 anos, de insuficiência respiratória.

Revista Brasil

2 comentários:

  1. olá marcos... obrigada por seguir meu blog. Irei acompanhar o seu tb!
    Até mais...

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  2. Boal É imortal, né?
    Para determinados Homens o tempo passado do verbo ser (era) parece não combinar.
    Escrevi sobre ele, no dia em que ele deixou esta vida. Na verdade, na madrugada escrevi sobre Hamlet, lembrando dele e, depois li sobre seu falecimento.

    Ler sobre Boal é aprender sempre. Gosto de sempre aprender.
    Gosto do teu espaço.
    Abraços,

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